(nao) sabemos dizer, o que (nao) sabemos sentir

sábado, 20 de novembro de 2010

(...) saudades dos tempos em que te sentavas á minha beira e me contavas historias, vias-me adormecer e despedias-te de mim com um beijo na testa.
Saudades em que saia da escola e lá estavas tu, ao portão, á minha espera, saudades em que no caminho para casa me perguntavas como tinha sido o meu dia, saudades em que me agarravas na mão para atravessar a passadeira com segurança, saudades em que dizias que tinhas orgulho em mim, saudades de ti, porque mudas-te tanto depois de teres reparado que cresci ? reparado que já não precisava mais das tuas historia para adormecer, que já não precisava que me esperasses á porta da escola, que já não precisava de te contar como tinha sido o meu dia e que já não precisavas de me da a mão para atravessar a rua.
porque é que hoje, quando olho para os teus olhos já não vejo o tão orgulho que tinhas em mim ? Porque te tornas-te numa pessoa tão fria, tão distante a falar comigo ? Porque é que a ideia de um exemplo a seguir que tinha de ti, ao longo destes anos foi mudando tão depressa ? Hoje sei o que quero ser, sei o que sentir, sei onde devo ir, sei o que é viver sem o teu apoio. Desilusão, lágrmas, saudades, e um fim. Adeus.

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